metamorfoses do corpo “O espaço do corpo envolve o corpo próprio com uma topologia irregular, com fracturas, buracos, reentrâncias ou, pelo contrário, protuberâncias, cabos, apêndices; com texturas variáveis, mais ou menos poroso, mais ou menos invulnerável, mais ou menos plástico. Resulta da metamorfose do espaço interior: este, longe de se contentar em não se apresentar (por ser conteúdo de um continente), longe mesmo de não se exteriorizar senão filtrado (pelos orifícios de comunicação: olhos, boca, ouvidos, nariz, ânus), prolonga-se, por uma estranha reversão, no espaço exterior.”   Metamorfoses do corpo, José Gil, 2ªed, 1997, relógio d’agua

metamorfoses do corpo

“O espaço do corpo envolve o corpo próprio com uma topologia irregular, com fracturas, buracos, reentrâncias ou, pelo contrário, protuberâncias, cabos, apêndices; com texturas variáveis, mais ou menos poroso, mais ou menos invulnerável, mais ou menos plástico. Resulta da metamorfose do espaço interior: este, longe de se contentar em não se apresentar (por ser conteúdo de um continente), longe mesmo de não se exteriorizar senão filtrado (pelos orifícios de comunicação: olhos, boca, ouvidos, nariz, ânus), prolonga-se, por uma estranha reversão, no espaço exterior.”

 

Metamorfoses do corpo, José Gil, 2ªed, 1997, relógio d’agua